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Fotovoltaica avança na habitação popular e permite economia de mais de 60% na conta de luz

Confira iniciativas públicas e privadas de ampliação da tecnologia solar para consumidores de baixa renda

Por Andrea Vialli

Os empreendimentos de habitação popular que adotam sistemas fotovoltaicos começam a perceber as vantagens do uso da tecnologia. Em São Paulo, módulos fotovoltaicos instalados em casas da CDHU, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, reduzem em mais de 60% o valor da conta de energia elétrica dos moradores. Desde 2018, todas as casas produzidas pela CDHU passaram a contar com sistema fotovoltaico.

Estudos realizados pela CDHU sobre o perfil do consumo de energia elétrica entre os moradores das casas revelaram o consumo médio de 140 kWh por mês. As placas fotovoltaicas instaladas nas unidades habitacionais têm capacidade de gerar, em média, 80 kWh mensais. A economia é potencializada com lâmpadas LED, que são instaladas antes da entrega das moradias e proporcionam uma diminuição de 10 kWh no consumo. “Dessa forma o projeto visa proporcionar que os moradores paguem a taxa mínima, correspondente a 50 kw/h mês”, explica Sílvio Vasconcelos, superintendente técnico administrativo da CDHU.

Em 2019 foram entregues 18 empreendimentos, totalizando 1.451 unidades habitacionais com o equipamento e, neste ano outros empreendimentos foram entregues nos municípios de Águas de Santa Bárbara, Tarumã, Dois Córregos, Bragança Paulista, São Manoel, Pratânia, Areiópolis, Ibaté e Botucatu, todos equipados com sistemas fotovoltaicos. Está prevista a entrega de mais 92 empreendimentos que juntos somarão 7.886 unidades habitacionais, atualmente em construção.

O sistema gerador definido pela CDHU tem potência máxima de 0,64 KWp, composto por dois módulos fotovoltaicos de silício policristalino homologados pelo Inmetro, aliados a um microinversor de corrente elétrica de 500 watts e 60 Hz com rendimento de 96%. De acordo com Vasconcelos, os preços da tecnologia estão caindo, o que traz ainda mais vantagens econômicas: em 2019, o sistema custava à CDHU R$ 4.095,00 e atualmente esse valor é inferior a R$ 3.000,00.

“O sistema atualmente utilizado não depende do usuário para ser bem aproveitado. O medidor bidirecional, instalado pela concessionária, mede a energia injetada na rede e abate esse valor da conta da energia da casa automaticamente”, diz o superintendente do CDHU. No caso de prédios, a geração de energia é utilizada também pela administração do condomínio e ajuda a reduzir o consumo de elevadores, bombas e iluminação de áreas comuns, como estacionamento e escadarias.

Em Goiás, o governo do estado começou a implementar em 2017 um projeto de energia solar fotovoltaica em três residenciais de interesse social, voltados a atender famílias com renda de até três salários mínimos. Os empreendimentos foram construídos em parceria com o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, nos municípios de Palmeiras (581 unidades habitacionais), Pirenópolis (149 unidades) e Alto Paraíso (40 unidades).

De acordo com a Agência Goiana de Habitação (Agehab), executora da política habitacional de interesse social do estado, o modelo adotado foi o de microgeração distribuída, com sistemas dotados de um microinversor e de dois módulos fotovoltaicos com potência total de 500 Wp (watts pico). Cada sistema pode gerar 75 kWh/mês por unidade habitacional. A depender do consumo, muitas das famílias beneficiadas pagam somente a taxa mínima em suas contas de energia.

Segundo a agência, em 2020 o programa entrou em fase de reestruturação, sendo o maior desafio o alto custo dos sistemas – o governo estadual disponibiliza R$ 3 mil para a instalação em cada unidade habitacional, mas os preços aumentaram em razão da variação cambial do dólar, já que 85% do valor dos sistemas é composto por itens importados. Agora, a Agehab está reestruturando o programa, buscando parcerias diretas com os municípios para que ajudem a cobrir os custos dos sistemas.

fonte: Portal Solar

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