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Estudo do WEF revela que energia solar já é mais barata que fontes fósseis

A edição de 2017 do Fórum Econômico Mundial de Davos (WEF), na Suíça, realizado de 17 a 20 de janeiro, não só foi a maior reunião de todos os tempos desde o início da sua fundação, em 1971 – 1,2 mil dos principais atores mundiais das áreas politica e econômica – como também foi o palco de importantes debates de interesse global. Na mesa estiveram presentes questões como a instabilidade política e econômica que o mundo vive, imigração, finanças, negócios, inovação e relações de trabalho.

No que tange ao mercado de energia solar, foram discutidos assuntos como as alterações climáticas, a descentralização da geração elétrica, a digitalização e modernização na operação do sistema energético e como essas novidades devem incentivar mudanças regulatórias e no perfil de atuação das empresas. Nessa seara, o que mais chamou atenção foi o estudo “Renewable Infrastructure Investment Handbook: A Guide for Institutional Investors” divulgado, em primeira mão, no Fórum. A pesquisa aponta que em 30 países a energia solar já pode ser produzida gastando-se menos do que com algumas fontes oriundas de combustíveis fósseis, caso do carvão e do gás, que atualmente são responsáveis por 62% da geração total de energia do mundo.

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Estudo Energia Solar

De acordo com o estudo, há 10 anos o custo para gerar 1 megawatt/hora era de US$ 600 com energia solar. Hoje, já está em US$ 100, muito próximo dos preços de gás natural, carvão e petróleo. A tendência, diz o relatório, é que em mais dois anos essa realidade já atinja 80% do mundo. Na Alemanha, por exemplo, o preço da energia elétrica já chegou a ficar negativo por conta da produção acima do esperado por fontes renováveis contra fontes tradicionais. Países como Chile e Índia tiveram, em 2016, o custo mais baixo de suas histórias na produção de energia solar fotovoltaica.

Os países analisados no relatório, segundo o WEF, atingiram “um ponto de inflexão”, onde a energia solar custa o mesmo ou até menos do que a energia produzida pelas fontes tradicionais e mais poluentes. Chile, México, Brasil  e Austrália são alguns dos países citados que alcançaram o “ponto de inflexão”. O WEF projeta que dois terços dos países do mundo vão chegar neste nível em alguns anos. Em 2020, a energia solar fotovoltaica terá um custo menor que o carvão e gás em todo o mundo.

bg4Para o Fórum Econômico Mundial, um dos maiores desafios para investidores nos próximos anos será lidar com um cenário de poucas oportunidades – e a necessidade crescente de alocar um maior capital considerando um alto número de passivos. Isso porque um dos maiores desafios do mundo é lidar com o aquecimento global e seus impactos econômicos e negativos para a humanidade.

Nesse sentido, segundo o fórum, as infraestruturas “renováveis” já atingiram um nível de maturidade que constituem um sólido investimento e aumentam as chances de reverter os impactos causados pelo aquecimento.  Entre as barreiras para esse tipo de investimento estão incertezas regulatórias, contratos não padronizados e falta de ativos específicos dentro das instituições financeiras.

Hidrogênio como fonte de energia

Durante o Fórum Econômico Mundial, treze grandes grupos europeus e asiáticos (BMW, Daimler, Honda, Hyundai, Kawasaki, Shell, Air Liquide, Alstom, Engie, AngloAmerican, Linde, Total e Toyota) uniram esforços para promover o hidrogênio como fonte de energia limpa com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

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Membros do Conselho do Hidrogênio, em Davos Foto: FABRICE COFFRINI / AFP

Concretamente, as 13 companhias compartilharão dados e pesquisas para fomentar o uso do hidrogênio em nível global, uma energia que não emite CO2 quando é consumida. O novo conselho, intitulado “Hydrogen Council” afirma que, além de alimentar as células de combustível, o hidrogênio também serve para aproveitar a parte de energias renováveis (solar ou eólica) que é produzida, mas se perde porque não pode ser armazenada.

Para saber tudo o que foi discutido no evento, acesse o site oficial do Fórum Econômico Mundial.

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*Com informações da Época Negócios

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