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Diretor do BV afirma que mercado de energia solar tem um potencial imenso

Ao fim de 2023, financiamento de equipamentos para geração própria de energia pode atingir R$ 10 bilhões

Flávio Suchek, o diretor-executivo de Novos Negócios e Empréstimos do Banco BV, aponta que o financiamento de equipamentos para geração própria de energia solar fotovoltaica tem um potencial enorme a ser aproveitado no Brasil. Em 2020, esse mercado foi estimado em R$ 3,3 bilhões, e a previsão é alcançar algo perto de R$ 10 bilhões em 2023.

“Se olharmos apenas para a parte de financiamento, em 2018 era um mercado de menos de R$ 0,5 bilhão. Em 2019, saltou para mais R$ 1,5 bilhão. Em 2020 foi para R$ 3,3 bilhões. A nossa expectativa para 2021 é atingir algo muito próximo a R$ 5 bilhões e a gente estima que mais uns três anos vai bater uns R$ 10 bilhões”, afirmou o dirigente em entrevista ao InfoSolar.

Com uma participação de mercado calculada em 25%, o BV é um dos principais bancos de financiamento de equipamentos para geração solar distribuída no território brasileiro. A carteira desse produto totalizou R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 263% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O executivo relatou que o crédito destinado a sistemas fotovoltaicos é muito consistente pois, em geral, o consumidor troca os gastos com a conta de luz pelo preço da parcela do financiamento. “A grande parte dos consumidores que fazem o financiamento acaba pagando algo muito próximo ou até abaixo do custo mensal que ele tem de energia”, assegurou. “Ao longo de 5 a 7 anos o sistema se paga”, acrescentou.

A geração solar distribuída (GD) ultrapassou, no dia 28 de junho, a marca de 6 GW em atividade no Brasil. Atualmente são 521,2 mil sistemas instalados, somando 6,03 GW, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), são investimentos de mais de R$ 30,6 bilhões acumulados desde 2012, os quais resultaram em mais de 180 mil empregos ao longo do período, distribuídos ao redor de todas as regiões do Brasil.

Para ilustrar o avanço acelerado desse segmento no país, em 2018, foram adicionados 400 MW em GD solar, o que corresponde a 35,7 mil sistemas. Esse número subiu para 122,5 mil (1,5 GW) em 2019. Em 2020, mesmo no cenário de pandemia, foram instalados 207,7 mil (2,57 GW).

Em 2021, de janeiro a junho, foram instalados 1,3 GW ou 132,7 mil usinas fotovoltaicas.

O crescimento da modalidade de geração distribuída é favorecido pelos aumentos contínuos das tarifas de energia, o que faz com que os consumidores procurem fontes alternativas para reduzir os gastos. De acordo com empresários e especialistas do segmento, o cenário não só contribui para a economia de energia mas também diminui o payback (tempo de retorno do investimento em sistemas fotovoltaicos).

De janeiro a maio deste ano, a busca por sistemas de energia solar aumentou 117%. O indicador baseia-se em mais de 2,5 milhões de acessos realizados no período.

Segundo o diretor do BV, ainda há um desconhecimento da sociedade acerca da geração própria de energia e as possibilidades de financiamento desses sistemas.

O dirigente também declarou que a estratégia de longo prazo do banco está traçada na diversificação de produtos digitais, sustentabilidade e negócios. Até 2030, o BV pretende desembolsar R$ 80 bilhões em créditos. Os recursos serão destinados ao financiamento de produtos com compromissos sustentáveis e sociais e ao mercado de capitais.

fonte: Portal Solar

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